Agora é a hora, que tu viras as costas, agradece o pra sempre, e se vai. E eu, conforme regulamento, me debulho em lágrimas. Outra vez vamos ignorar o regulamento. Talvez o juízo tenha acompanhado o medo em uma volta pelo fim de semana. Talvez tenham todos nos dado sossego, e nos deixado a sós para viver esse sentimento gostoso. Sentimento este que acabou prematuro, antes de começar. Não se começa o que tem data pra terminar. Mas mesmo no beijo a melhor parte é a sensação que o precede, e ficamos assim, vivendo eternamente na ressaca que viria antes do amor, sem amar realmente. Não se ama o que tem data pra terminar. Se apresse, vai viver essa intensidade toda que me conquistou, me ganhou na primeira vez que me agarrei ao chão pra não cair no abismo do teu olhar. Não há nada que tu não faças. Ganhar-me é só mais uma delas, natural como respirar. Mas tuas marcas em mim ficam muito além da carne. E quando o roxo clarear, vou me lembrar de ti como meu único caso que deu certo. Vou pra sempre te acordar as seis. Pra sempre, até o fim de semana.